Reabilitação cognitiva e terapia ocupacional


 

A população brasileira vem passando por um processo de envelhecimento, em função da melhoria das condições de saúde e do consequente aumento da expectativa de vida. No entanto, muitas vezes o processo de envelhecimento é acompanhado pelo declínio das capacidades físicas e cognitivas dos idosos, de acordo com suas características de vida. Esse declínio é maior em relação à memória e à capacidade de atenção.

A manutenção da memória em um idoso saudável é uma preocupação de alta prioridade para geriatras e gerontólogos, pois ele ajuda a manter o idoso ativo e independente. Existem alguns mecanismos internos e externos que possibilitam o funcionamento da memória, tais como técnicas para melhorar habilidades e para manter a preservação da mesma.

A Terapia Ocupacional utiliza a atividade como recurso terapêutico a fim de proporcionar ao indivíduo idoso um melhor desempenho funcional, mental e social. No que diz respeito à perda da memória, ela trabalha na prevenção e estimulação, proporcionando independência e participação social.

O terapeuta ocupacional busca resgatar e estimular o idoso nas atividades cognitivas e atuar na organização do seu cotidiano. Na estimulação cognitiva usam-se atividades que mantenham ativos a concentração, a sequência de pensamento, a atenção e a capacidade de fazer escolhas. O fato de o paciente realizar atividades, estimula-o usar suas capacidades remanescentes e ajuda-o a mantê-las, é um trabalho de manutenção e prevenção.

Algumas dicas podem ser dadas, tais como a contínua atividade intelectual como a leitura, exercícios de memória, palavras cruzadas e jogos de xadrez auxiliam a manutenção da memória. O estilo de vida ativo com atividade física feito com regularidade e uma boa dieta saudável são básicas para a preservação da memória. A participação em grupos educativos e terapêuticos contribui para o resgate e desenvolvimento de potencialidades presentes na terceira idade. Fazer um plano de atividades ajuda o idoso a se orientar e se organizar quanto aos horários e datas dos compromissos. Deve-ser feito um planejamento de forma que se adapte ao seu estilo de vida.

Proporcionar oportunidades ao indivíduo idoso de se sentir parte integrante da comunidade, mantendo suas capacidades residuais, fortalecendo suas condições físicas, estimulando as condições mentais, proporcionando a volta ao convívio social através dos trabalhos em grupo, mostrar-lhes o valor de suas experiências acumuladas através dos anos. Enfim, que o envelhecimento ocorra de maneira natural e saudável.

Mas também sabemos que muitos fatores psicossociais contribuem para um envelhecimento saudável, e entre eles inclue-se a família, educação, cuidados com a própria saúde, além de motivação e iniciativa da própria pessoa idosa.