Terapia Ocupacional na Doença de Alzheimer


 

Em 1906, o Dr. Alois Alzheimer descreveu as mudanças ocorridas no tecido cerebral de uma mulher que faleceu em decorrência do que era conhecido como uma forma de doença mental na pessoa idosa, hoje reconhecidas como alterações do tecido cerebral, com o nome de Doença de Alzheimer. Esta doença acomete mais as pessoas idosas, mas as jovens também poderão ser afetadas, não escolhendo sexo, raça e classe social. Acomete a parte do cérebro responsável pela memória, raciocínio, orientação temporal e espacial, e a linguagem (tanto escrita como falada).

A causa da doença ainda é desconhecida, podem ser administrados alguns medicamentos específicos, como os estabilizadores que podem retardar a progressão da doença, e outras comportamentais que ajudam a minimizar os distúrbios de comportamento e humor, assim podendo manter o quadro clínico estabilizado por um tempo maior. O Tratamento não farmacológico, pode incluir a Fisioterapia, a Terapia Ocupacional, a Fonoaudiologia, a Nutrição, entre outros profissionais.


O Terapeuta Ocupacional atua na promoção e manutenção da saúde restaurando e/ou reforçando as capacidades funcionais, facilitando o aprendizado de funções essenciais e desenvolvendo habilidades adaptativas. Seu trabalho visa auxiliar o indivíduo a atingir o grau máximo possível de autonomia no ambiente social, doméstico, de trabalho e de lazer, tornando-o produtivo na vida de relações. Ele orienta o paciente nas AVDS, AIVDS:

- Atividades de Vida Diária (AVDS): se refere as atividades relacionadas aos cuidados pessoais, como alimentação, vestuário, higiene, entre outras.

- Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDS): se refere as atividades como a administração do ambiente de vida como comprar e preparar alimentos, finanças, limpeza da casa, uso de transporte e telefone. São atividades com maior nível de complexidade.

Tratar de uma pessoa com déficit cognitivo pode ser uma tarefa difícil, um desafio que exige empenho, conhecimento sobre a etiologia da doença, bem como suas características ao processo evolutivo associado à vivência prática constante e a analise do processo terapêutico. Devemos encarar o fato que muitas vezes estamos lidando com uma doença progressiva e enfrentando uma luta que de acordo com o que pensa a maioria, seremos perdedores.

A população idosa no Brasil vem crescendo muito ultimamente, o Rio Grande do Sul está entre os Estados com mais pessoas acima de 60 anos.

A Terapia Ocupacional na gerontologia abrange o cuidado com o dia a dia do doente, que vai desde a reabilitação e estimulação cognitiva, bem como orientações no domicilio, com os familiares e cuidadores. Utiliza várias atividades como: jogos, leituras, artesanais, colagens, associação, condicionamento funcional e de lazer. Atividades estas previamente analisadas sobre os aspectos anátomo-fisiologico, mentais, sociais, funcionais, culturais.

O Terapeuta Ocupacional é um facilitador que executa manobras simples, mas muito importantes para o cotidiano, facilitando e retardando a prograssão da doença e dando dignidade ao doente, dando tranqüilidade a família e ao lar. Não esquece também do fundamental: o AMOR acima de tudo, mesmo que o paciente em alguma fase da doença não reconheça algumas coisas ou pessoas, mas ele saberá diferenciar onde existe carinho e amor.