Ler é bom em qualquer idade e conserva a memória


 

Com o passar dos anos, as pessoas deixam de ler para gastar o tempo com outras atividades. Um estudo inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que a leitura ocupa só seis minutos do dia dos brasileiros, contra 2h35 de frente à televisão. No entanto, ainda há quem ocupe uma fatia generosa do tempo lendo. O hábito adquirido na infância é mantido na terceira idade.

Sempre que ouvimos a frase “incentive a leitura”, pensamos logo nas crianças, não é? Mas nos esquecemos de que há outros grupos na sociedade que se beneficiariam muito com o hábito de leitura, especialmente os idosos. Um livro pode ser um grande companheiro e beneficiar a saúde física e emocional de quem chegou à terceira idade.

A leitura manterá a mente em atividade, recebendo estímulos constantes e até mesmo assimilando novos conhecimentos, contribuindo, além de tudo, para evitar ou retardar o aparecimento ou a progressão de doenças neurológicas degenerativas, como o Alzheimer, por exemplo.


É o exercício mental da leitura que ajudará a melhorar o funcionamento do cérebro e protege-lo do declínio cognitiva, pois mesmo em idade avançada novos neurônios podem nascer.

Estudo comprova benefícios da leitura para idosos

Um Estudo feito por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, de Chicago, com 294 idosos, indica que se dedicar a esse tipo de atividade reduz a velocidade do processo de deterioração mental (“Neurology”, 3 de julho). Essas práticas saudáveis podem diminuir até 15% o ritmo de progressão da perda da memória.

Para treinar a memória é aconselhável ler, participar de jogos de estratégia, reunir-se em grupos sociais, fazer atividades manuais, fazer atividades físicas, tocar um instrumento musical, reservar tempo e espaço para o lazer e adquirir novas habilidades.

 

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