O segredo de longevidade da pessoa mais velha do mundo


 
Neste primeiro de abril, em meio a pegadinhas infames, destacou-se a triste notícia da morte da pessoa mais velha do mundo, uma japonesa de 117 anos de idade chamada Misao Okawa. Misao nasceu em 5 de março de 1898 e morreu de insuficiência cardíaca apenas algumas semanas depois de celebrar seu aniversário.
 
A mulher foi nomeada a pessoa mais velha do mundo em 2013, quando tinha 114 anos, de acordo com o Guinness World Records. Agora, a pessoa mais velha do mundo é Gertrude Weaver, uma mulher de 116 anos de idade, que vive no estado norte-americano do Arkansas. Os dados são do Grupo de Pesquisa de Gerontologia, que mantém o controle de supercentenarianos – ou pessoas com mais de 110.
 
Desde a morte de Alexander Imich, de Nova York, em junho de 2014, Sakari Momoi, do Japão, tornou-se o homem mais velho do mundo, com 111 anos. Segundo o Guinness, a pessoa mais velha já conhecida foi Jeanne Louise Calment, da França, que viveu até os 122 anos e 164 dias de idade. Ela morreu em 1997.
 
Antes de morrer, Misao deu uma entrevista ao jornal “The Japan Times” e revelou que a chave para a sua longevidade foi “comer coisas deliciosas”, como macarrão ramen, guisado de carne, ensopado de carne e arroz.
 
Em estudos, uma ampla gama de fatores têm sido associada a viver mais tempo, inclusive ser vegetariano, comer muita fibra, não passar muito tempo sentado, correr e fazer voluntariado. Alguma pesquisas também sugerem que mulheres que bebem quantidades moderadas de álcool (cerca de cinco doses por semana) e aquelas que têm filhos quando estão mais velhas também podem viver por mais tempo. Até mesmo ganhar um Prêmio Nobel já foi associado a ter uma vida mais longa.
 
O tempo de vida humano médio aumentou em quase 30 anos ao longo do século passado, graças à redução das taxas de mortalidade infantil e avanços médicos que vão desde vacinas até tratamentos cardíacos. A extensão da vida é um campo maduro de pesquisa e experimentos em animais trazem promessas de acrescentar ainda mais anos à vida das pessoas.
 
Uma das opções para uma vida mais longa seria a restrição calórica, que vem sendo estudada desde os anos 1930, quando os pesquisadores descobriram que ratos com dietas severamente limitadas viviam até 40% mais do que os ratos que comiam normalmente. Também foi demonstrado que a restrição de calorias prolonga a vida de outros animais, incluindo peixes e cães, mas ainda não está claro se os benefícios se estendem aos seres humanos.
 
Também houve relatos de efeitos antienvelhecimento aliados a substâncias químicas como o resveratrol, encontrado no vinho tinto, mas as conclusões sobre o assunto têm se mostrado conflitantes.
 
Enquanto isso, outra pesquisa está focada no desenvolvimento de tecidos de órgãos produzidos em laboratório para substituir os defeituosos, e também em reparar o corpo através da nanotecnologia. Mais ideias especulativas incluem a noção de criogenia – o congelamento de um corpo morto na esperança de que futuras tecnologias médicas possam trazê-lo de volta à vida – ou fazer o upload da mente em um computador para ter uma espécie de imortalidade digital.
 
Por enquanto, porém, se você é mais um desses em busca de viver o máximo de anos possível, é provavelmente melhor seguir o conselho da maioria dos especialistas e focar em manter uma dieta saudável e praticar exercícios.

Fonte: 
http://hypescience.com/
 
 
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